::: myself and I :::


Se arrependimento matasse...

::: humano :::


Segundo o escritor americano Eugene O'Neill, o drama humano se situa no espaço entre o que somos e o que gostaríamos de ser :::

::: cíclico :::


De ontem em diante serei o que sou no instante agora
Onde ontem, hoje e amanhã são a mesma coisa
Sem a idéia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada
são coisas distintas
Separadas pelo canto de um galo velho
Eu apóstolo contigo que não sabes do evangelho
Do versículo e da profecia
Quem surgiu primeiro? o antes, o outrora, a noite ou o dia?
Minha vida inteira é meu dia inteiro
Meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro!
Minha mochila de lanches?
É minha marmita requentada em banho Maria!
Minha mamadeira de leite em pó
É cerveja gelada na padaria
Meu banho no tanque?
É lavar carro com mangueira
E se antes um pedaço de maçã
Hoje quero a fruta inteira
Da luta não me retiro
Me atiro do alto e que me atirem no peito
Da luta não me retiro...
Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras que fizemos ontem
"Você é riacho e acho que teu rio corre pra longe do meu mar...
mar marvado seria o rio
que correndo do meu riacho... levaria o que acho
pra onde ninguém pode achar...”

::: escada :::

Loucuras do Tio Ede®:
Qual é a velocidade da escada rolante¿

Importante

Só pra mostrar que eu sou tãooo importante que tenho permissão para postar nesse honorável Blog uhauahaa

Bjo ka

::: mediocridade :::

Tente ser o melhor. Tente reduzir o consumo de porcarias. Tente baixar o seu colesterol. Coma menos açúcar. Use seu melhor sorriso. Use seu tempo disponível. Todo ele, de preferência. Escolha uma carreira. Tente ser o melhor nela. Saiba, portanto, que seu esforço pode não ser o suficiente. Chegue sempre no horário, assim você estará mais propenso às oportunidades. Tente ser realizado profissionalmente. Aprenda outra língua. Aprenda quantas línguas puder. Aprenda a segurar a sua língua. Saiba ficar invisível. Fique assim sempre que sentir vontade de gritar com alguém. Ou até consigo mesmo. Aprenda a segurar as emoções. Principalmente em público.
Marketing é tudo. Tente vender-se da melhor maneira possível. Apare suas arestas. Exceções não são bem-vindas. Embora gostem de valorizar os extraordinários, somente na mediocridade se encontra a paz. Seja mediano. Seja medíocre. Guarde seus melhores pensamentos e idéias para você mesmo. Execute-os nos seus sonhos. Aproveite a vida. Aproveite a juventude. Conheça países distantes. Sonhe com Nova York. Roube e traga consigo as emoções falseadas dos musicais da Broadway, enquanto pensa em aviões e prédios. Sonhe com Londres. Imagine uma existência mais feliz por estar perante o Big Ben e uma realeza postiça. Sonhe com Paris. Lembre dos ideais da Revolução enquanto passeia na Dior, Hugo Boss ou Calvin Klein. “Liberté, Égalité, Fraternité”. Esqueça Níger. Esqueça São Paulo. Esqueça Bogotá. Esqueça o Hemisfério Sul. Por que ele ficaria ao Sul, afinal?
PROCURE UM AMOR Tenha um credo. Acredite piamente em algo maior. Facilita muito as coisas. Aprisione a sua criança interior. Mesmo quando esta insistir em escapar por uma gargalhada ou em uma manhã de sábado quando o brilho do sol tentar mascarar que as coisas não são tão ruins. Por fim, procure um amor. Achando, bom pra você. Não achando, bom pra você. Ouça boas músicas. Veja bons filmes. Até mesmo aqueles com o Jim Carrey se conseguir considerá-los bons filmes.
Atenha-se aos prazos. Tudo neste mundo tem uma data de validade. Contas, trabalhos, amizades, amores e até mesmo você. E, quando seu prazo expirar, sua vida passará diante dos seus olhos. Seus erros, acertos, decisões, vacilos, balanços, tudo será exposto na eternidade de um segundo, como você sempre ouviu dizer que era, mas preferiu não acreditar por achar muito clichê. Quando isso acontecer, já não importará tudo que você fez na vida. Se foi um médico ou um monstro. Se foi branco ou negro. Se sua carteira vivia cheia ou se você vivia no vermelho. Todas as pessoas nesse breve longo instante se resumem a ínfimas criaturas vivendo em um universo em constante expansão. Petrificadas diante do desconhecido. Indefesas diante do juízo de suas próprias consciências. Atônitas com a ausência de resposta para uma pergunta desconcertante: “Você realmente viveu?” Aos que viveram, a eternidade. Estarão presos na memória de quem ainda está vivo, renascidos na simples menção de seu nome, presentes para sempre. Aos que não viveram, restará a ilogicidade de morrer sem mesmo viver.
E desaparecerão no nada. ::

::: springfield :::

Curiosidade sobre a família mais doida da América
Com a proximidade do melhor filme de todos os tempos, faz-se necessário alguns esclarecimentos...

  • A Fox anunciou que irá renovar a série para suas 18ª e 19ª temporadas, mantendo-a no ar pelo menos até 2008. Com isso, o seriado vai atingir a marca de 400 episódios já no seu 18º ciclo.
  • A família Simpsons tem seu nome no Hall of Fame de Hollywood, desde 14 de janeiro de 2000.
  • Criado por Matt Groening, a série deu as caras pela primeira vez na TV em 1987, em vinhetas de 3 minutos no programa humorístico The Tracey Ullman Show. Cada vinheta demorava cerca de quatro semanas para ficar pronta. Hoje, para animar um único episódio, é preciso produzir 24 mil desenhos e gastar até oito mêses de trabalho, a um custo de US$ 1 Milhão.
  • Os Simpsons figuram no Guinness Book como a série em animação há mais tempo em exibição no horário nobre e o seriado de TV com maior número de convidados.
  • A famosa expressão de Homer "D'oh!" foi incluída no dicionário Oxford.
  • Os Simpsons também já ganharam uma estrela na Calçada da Fama.
  • Ao contrário das outras celebridades, que dublam seus personagens, o presidente George W. Bush apareceu na série, mas não fez a própria voz no episódio Dois Maus Vizinhos, pois afirmou não gostar do 'desenho'.
  • Além do gato de estimação dos Simpsons, Bola de Neve I, que bate as botas dias antes do primeiro episódio, cerca de 30 personagens já morreram no seriado. Entre eles Maude Flanders, mulher de Flanders, e o saxofonista de blues Murphy Gengivas Sangrentas.
  • Até hoje ninguém é capaz de dizer exatamente em que Estado americano está Springfield. Matt Groening a batizou assim, pois é um dos nomes mais comuns de cidades nos Estados Unidos - ao todo, há 121 municípios com o nome de Springfield no país.
  • Em 2002, o Episódio O Feitiço de Lisa, da 13ª temporada, causou polêmica no Brasil ao mostrar o Rio de Janeiro com macacos e ratos nas ruas e com uma população sexualmente agressiva. Nele, Homer é sequestrado num táxi clandestino e Lisa é atacada por pivetes. A Embratur até ameaçou processar os produtores da série.
  • Ao longo desses 17 anos, Homer passou por quase 50 profissões. Apesar da oficial ser inspetor de segurança da usina nuclear de Springfield, o personagem já foi apresentador de programa, alpinista, escritor de biscoito da sorte, mordono, vendedor de tônico do amor, contrabandista de banha, boxeador, astronauta, agricultor, líder de seita e palhaço, entre outros.
  • Entre as personalidades que já visitaram os Simpsons estão Fox Mulder e Dana Scully, do seriado Arquivo X, Bob Hope, Tom Jones, Stephen Hawking, Ringo Starr, Bono e U2, Alec Baldwin, Sting, Stephen King, Paul McCartney, Metallica, Radiohead, R.E.M., Sonic Young, Ronaldinho e Rolling Stones!

::: segredos :::


Todo mundo tem segredos. Ou pelo menos as pessoas interessantes. Nada mais chato que alguém mapeado, retilíneo, constante, doce, amável, amigão! Quem tem uma sombra de dúvida, aquele algo mais que o faz pensar mais de uma vez naquela pessoa. Aqueles simplórios surtem o mesmo efeito que muitos dias de sol seguidos: são até agradáveis, mas infinitamente entediantes. Não há nada para aprender com quem nunca se arriscou. Nada a dividir com quem jamais saiu da segurança do previsível.

Por mais cruel que soe, o que desperta a curiosidade, suscita encantamento, não é a simpatia avassaladora do amigão ou a educação exemplar; ai temos a diferença entre humildade e educação, que muitos confundem. Existem pessoas que dão bom dia desde o porteiro do prédio até o caixa do supermercado – isso não tem nada haver com humildade, é educação, simplesmente.

O que faz nascer um certo feitiço é a falta de objetividade. Não é à toa que os mitos não nascem de águas calmas, mas sim da dualidade, da pouca incidência de clareza sobre fatos e entes: ninguém fica embasbacado pela simplicidade, no máximo enternecido. Podemos dar educados boas-tardes diariamente, mas ele jamais será tema de conversas ou motivará controvérsias.

Somos inerentemente fascinados pelo que não entendemos; eu principalmente, um dia desses uma amiga me disse que eu fico louco com aquilo que foge ao meu controle, e é isso; amamos o desconhecido de uma maneira arriscada, por isso mergulha-se à noite, escala-se o Himalaia, domam-se leões, passam-se férias exóticas, come-se fora de casa. São todas tentativas de descobrir temperos que despertem o paladar em vidas insípidas.

É na nossa atração pelo incompreensível, na nossa busca pelo indomável que nos satisfazemos, embora não admitimos isso abertamente, é só quando ultrapassamos a barreira do familiar, do seguro, que nos tornamos verdadeiramente aquilo que tencionamos, menos ingênuos, mais completos, mais complicados também, porém com um impagável auto-conhecimento. Um tanto inescrutáveis, o que pode incomodar os rasos, mas infinitamente mais interessantes.

Ter segredos é efeito de viver intensamente, a prova de que a realidade pode ser muito maior e significativa do que os forçados sorrisos de bom dia, o escritório claustrofóbico, o saldo negativo. É ter coragem de arcar com o peso de ser único, independentemente de nossos atos serem louváveis ou não, aprovados ou não.

Porque quem não se arrisca não faz besteira, não erra, não vive, apenas desperdiça aquela sagrada moeda – o tempo – que deveria ser aproveitado com paixão, emoção; apenas caminha, sem deixar pegadas sobre os dias :::

Todos nós, cada qual ao seu tempo e nos limites da própria capacidade de entendimento, empreendemos uma jornada que quase sempre acaba em fragmentos singelos dos primeiros anos de vida, isso mesmo, na infância.

Nascemos, cruzamos a infância em ½ às alegrias de quintal e, na adolescência, nos sentimos criaturas invulneráveis. E então, sem nos darmos conta, cruzamos as décadas seguintes com a vida roubando, debaixo de nossos narizes, exatamente aquilo que nela carregamos de mais precioso: o tempo!

Sim. O tempo é nosso bem mais caro, e mesmo assim, ele nos é surrupiado impiedosamente, de todos os modos e a todo instante. O chefe chato; os congestionamentos; as conversas e protocolos inúteis; as horas-extras; a musiquinha intragável da espera ao telefone, filas, guichês... Ladrões de minutos isso sim! Coisas que custam tempo. Um tempo que quase sempre pagamos sem pestanejar...

Só mais tarde, e caso a razão nos acompanhe, nos damos conta desse furto continuado. Com a ampulheta quase cheia em baixo, começamos a perceber quão valiosas e finitas são nossas horas!

O tempo! Eis um conceito difícil de transmitir aos filhos. Horas e horas despropositadas são coisas que só se darão conta e terão de perceber por conta própria.

Mas é possível passar alguns recados. O mais eficaz? Oferecer-lhes o nosso precioso tempo. Dar-lhes nosso maior tesouro, em sua irrefreável contagem regressiva. Quero acreditar que nossa missão é ajudá-los a colecionar boas lembranças. Pode ser uma viagem mágica; ou simplesmente um hambúrguer no almoço de sábado. O importante é que esse tempo lhes seja incondicionalmente entregue. Mesmo que meros momentos, reservar, criar, arranjar tempo, pois eles merecem muito mais da nossa atenção do que nossa carreira ou espelho!

Até porque cedo ou tarde faremos nosso resgate emocional sob a forma de recordações, uma avaliação comovente do que melhor fomos capazes de comprar e construir com essa moeda tão valiosa... afinal recordar é viver :::

olhos de miguilim


Há um brilho no olhar dos filhos que só os próprios pais são capazes de decifrar. Ao menos em sua plenitude. Tudo parece caber nessas pequenas íris brilhantes. O modo com que me olha Daniel, por exemplo, ao mesmo tempo me comove e intimida. Mexe com minha alma saber que sua confiança em mim é quase ilimitada. Do alto de sua ingenuidade, Daniel ainda me vê como alguém que eu não sou.

Mesmo assim, aproveito o quanto e enquanto posso. Logo, como Lét, sua irmã, Daniel verá que tampouco sou de ferro. Que a vida me proporcionou muitas alegrias - mas também boas rasteiras. Que sou feito de carne e osso e de humores nem sempre previsíveis. Que tomo decisões erradas. Que sou, enfim, uma pessoa como qualquer outra. Como ele mesmo um dia será. Frágil e falível. Não acho justo consentir que ele me considere muito mais que isso.

Até porque, também como o irmã, uma vez crescido Daniel por décadas nem sequer se lembrará que esse olhar iluminou o seu rosto um dia. Pais nesse sentido, cedo ou tarde, perdem a serventia. Daniel, porém, ainda nos reserva um pequeno olhar. Num templo de paredes branquinhas do qual os seus olhos são as janelas. Acabei batizando sua expressão doce e aturdida de "olhos de Miguilim". Literariamente, há quem prefira os olhos de ressaca da machadiana Capitu. Mas quem leu Campo Geral, o conto que Guimarães Rosa, sabe a que estou me referindo.

Miguilim é um menino pobre do interior de Minas. Vive com o pai, a mãe, o irmão, um papagaio e ralos vizinhos num lugar chamado Mutum, um cafundó distante de tudo e de todos. Nesse conto, que considero um dos textos mais belos e tocantes da língua portuguesa, Rosa narra a descoberta da vida, seus fascínios e ciladas, pelo olhar de uma criança. Todas as maravilhas e dores do mundo habitam o minúsculo e tristonho Mutum.

ESPELHO DO OLHAR

Consigo ver nos olhos de Daniel o mesmo fascínio tímido de Miguilim diante das coisas. O encantamento, a pureza e a confiança que, com os anos, submergirão, só voltando a brilhar, em tons bem mais pálidos, no outono da vida. É esse olhar das primeiras descobertas que determina em que espécie de livro nossas vidas se transformarão. Um romance atormentado? Um épico quixotesco? Uma comédia inconseqüente?

Uma das grandes vantagens de ter filhos é poder redescobrir, nos olhos deles, a mesma pureza que, um dia, emoldurou os nossos. Além disso, a partir de certa idade, não existe caminho mais curto para um mergulho profundo em nós mesmos, nem espelho mais fiel de nossos acertos e desacertos vida afora, que os olhos de um filho. Observe-os com toda atenção e, depois de banhar-se um pouco com o seu brilho, tente responder: era esse livro que você pretendia escrever com sua vida? ::

a ilusão das fronteiras


Um amigo comentou que no ano passado estava em casa praticando levitação quando o telefone tocou. Era o lunático e excêntrico editor da revista Pirlimpimpim, onde ele trabalha como repórter. “Esteja aqui em 15 minutos. Traga bagagem para viagem de uma semana.” Com ele é sempre assim, tudo para ontem. Lá chegando, ele estava com um envelope na mão e, como sempre, foi sucinto e direto: “É o seguinte. Estou desconfiado de que a Bulgária é um país imaginário. Em meus 40 e tantos anos de vida, nunca conheci um búlgaro e tampouco alguém que tivesse ido à Bulgária. Vai lá e confira se esse país existe ou não”. E, sem mais delongas, entregou-lhe o envelope com o passaporte, o devido visto de entrada e uma passagem aérea para Sófia, capital do referido país.


Pois bem, 24 horas depois já no Aeroporto Internacional de Sófia, sob uma temperatura de menos 10 graus. Ele pensou, enquanto aguardava na fila de imigração: “Desta vez ele vai se dar mal, eis aí a Bulgária com seu aeroporto, seus guardas de fronteira e seu inverno...” Mas, quando apresentou o passaporte para o jovem guarda búlgaro (o primeiro búlgaro que havia visto), ele olhou-o com assombro e informou com seu inglês bulgarizado: “Sr. o seu visto de entrada só é válido para daqui a cinco dias. Sinto informá-lo, o senhor não poderá pisar em solo búlgaro a menos que espere durante cinco dias na sala de embarque”. Após conferir a data de entrada, de fato, o jovem búlgaro estava certo.

Olhando para os sofás congelados da sala de embarque e, entendendo a situação complicada, voltei-se para o policial com a seguinte pergunta: “Mas onde está o mundo livre?” Ele soltou uma gargalhada como se tivesse escutado algo completamente insano. E acabou voltando para o Brasil sem concluir a missão, ou, se preferirem, concluindo que a Bulgária de fato não existe.


CERTEZAS PROVISÓRIAS
Lembrei-me dessa história quando conversava na semana passada com um amigo geólogo, o Fernando, sobre o tema da moda, o aquecimento global. Primeiro ele disse (numa mensagem de texto) que tudo o que a mídia está veiculando é fichinha perto do que realmente pode acontecer. Tenho uma desconfiança aguda com relação à ciência pelo fato de ela lidar com a certeza, uma certeza que, diga-se de passagem, quase sempre acaba se mostrando provisória. E, pelo que tinha lido do famoso relatório assinado por cientistas do mundo inteiro, esta soberba travestida de certeza estava mais presente do que nunca.


Fiz uma série de perguntas a esse meu amigo, como: “Mas, em 100 anos, a natureza cósmica, que desconhecemos quase por completo, não poderá nos brindar com algum fenômeno surpreendente, como uma lufada de oxigênio revigorante?” ou “Do centro da Terra, que conhecemos menos ainda, não poderá brotar uma enzima ou algo que o valha que em menos de dez minutos poderá tapar o buraco da camada de ozônio?”. Mas conversar com cientistas é conversar com a razão em seu grau mais histérico. A verdade é que ele me olhava como se eu fosse um insano absoluto, um despreparado da lógica e da razão.


Foi então que ele me revelou, para minha surpresa, que a única forma de fazermos frente ao famigerado buraco da camada de ozônio é nos unirmos enquanto planeta. Nesse caso, pensei em voz alta, pela primeira vez temos pela frente algo que poderá fazer com que as abomináveis fronteiras entre os países percam suas funções. Fui tomado por uma felicidade ímpar.


Desde então tenho pensado no jovem guarda búlgaro. Quero muito resolver esse enigma sobre a existência da Bulgária. Sem meu passaporte, é claro!

::: saudade :::


Um dia a maioria de nós irá se separar.Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas quefizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos quecompartilhamos.

Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano. Enfim... do companheirismo vivido.

Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida. Talvez continuemos a nos encontrar. Quem sabe, nos e-mails trocados...

Podemos nos telefonar, conversar algumas bobagens...Passarão dias, meses, anos... até este contato tornar-se cadavez mais raro. Vamos nos perder no tempo...

Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas?
Diremos que eram nossos amigos

E isso vai doer tanto...
A saudade vai apertar bem dentro do peito.Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...
Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo.

E entre lágrimas nos abraçaremos. Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante.

Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida isolada do passado.E nos perderemos no tempo mais uma vez.

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixe que a vida passe em branco e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...

"Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos"
Vinícius de Moraes

Aos nobres amigos.

estados unidos...

Tem hora que a gente se pergunta pq é que não se junta tudo numa coisa só...

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