
O ano está terminando! E como passou rápido, não? É aquela velha história, a vida parece demorar passar até que chegamos aos dezoito anos, depois disso, os dias passam num piscar de olhos.
Particularmente não vejo muita importância na passagem de um ano para o outro, a não ser a idéia de que terei que mudar o calendário e fazer uma agenda nova. O natal também é algo que não me surpreende. Não sei por que aqui no clima tropical, o coitado do Papai Noel precisa usar aquela roupa exagerada. Ele pode até ter vindo do pólo norte, mas em dezembro o calor é insuportável. Não seria nada mal se ele usasse havaianas, regata, fizesse aquela barba nojenta que assusta as crianças e em vez de carregar aquele saco horroroso, ele poderia se tornar em um super herói e acabar com todo e qualquer tipo de spam. Poxa, aí eu veneraria o velhinho, heim!
Mas infelizmente as coisas não são assim. O lado bom é que hoje são poucas as crianças que acreditam nesse conto mal acabado.
Não me venha dizer que isso é ruim por que as crias não desfrutam da magia natalina pendurando meias, esperando que no dia seguinte elas amanheçam cheias de chocolate que foi trazido pelo barbudo que entrou pela chaminé. Poupe-me.
A verdade é que muitos bobalhões nem sabem por que estão comemorando o dito natal, nem sabem como surgiu esse teatro todo. E os que acreditam, não no Papai Noel, mas na essência do presépio e afins, não usam seus conhecimentos para derrubar aquelas árvores cheias de bolas coloridas e presentes de mentirinha. Aliás, alguém pode me dizer qual é a dessas luzinhas piscando? Aqui na cidade por exemplo, é um campeonato de quem deixa a casa mais parecida com fachada de casa noturna. E tem gente que fica triste e envergonhada por não conseguir pendurar o dito pisca pisca até no ultimo prego externo.
Por que é que só no natal ou no dito reveillon que a vontade de pedir perdão aflora? Quer dizer que tu passas o ano todo sem medir as conseqüências de suas ações e daí espera a segunda quinzena do mês de dezembro pra se arrepender de não ter dado um abraço gostoso em um ente querido?
Será que não existe, sei lá, algum tipo de projetos nas associações comerciais para que o fluxo de venda pudesse aumentar sem a existência do fim do ano? E o que adianta colocar gorrinho vermelho para atender os clientes e esquecer que a boa educação deveria permanecer no decorrer do próximo ano?
E as comidas da ceia... Essas sim espantam! Voltando a falar do calorão dessa época do ano, nos deveríamos tomar sorvete e comer saladchenhas e não devorar aquelas carnes e pratos secos.
Tem outra coisa que não dá pra engolir, (acho que é bem pessoal). As roupas brancas. (???) Além de não gostar muito da cor, essa imposição é um afronto com as mais gordinhas. Branco marca, droga! Ainda bem que agora é moda estar vestido com cores vibrantes na *virada*.
Não julgo as crenças de ninguém, não estou falando religião, estou citando os fatos. (E nem vou citar a programação global pro mês, que é a mesma de todos os anos.)
A meu ver, existem outras formas de deixar pairar no ar esse dito espírito do mês doze.
Não espere uma data comemorativa pra dar um presente. Faça uma surpresa!
Não compre roupas novas e caras para passar uma única noite. Compre aquela camiseta que te abana da vitrine. Use-a duas vezes na semana até saciar a alegria de ter feito uma comprinha básica.
Cuide do seu jardim, deixe-o florido ao invés de cortar arvores para servir de pinheirinho.
Enfim, não deseje apenas um feliz natal ou feliz ano novo, deseje a cada dia que Deus ilumine as pessoas que te cercam e não espere os fogos de artifício para dizer o quanto alguém é especial.
By Dary Rizzi